
Nos seus filmes sempre há o conflito de concepção entre os almofadinhas de escritório, os teóricos que acham que tudo, que todos os conflitos com os marginais podem ser resolvidos com educação e bons modos, e o tira durão, que enfrenta o crime todos os dias nas ruas da cidade, que vê inocentes e parceiros serem abatidos na luta contra a criminalidade.
No filme em questão, Dirty Harry, depois de resolver um caso de sequestro é retirado das ruas e relegado a um serviço burocrático por uso excessivo de força. No seu novo posto, Harry tem que avaliar a promoção de detetives ao cargo de inspetor, oito vagas, e com a obrigatoriedade de que três sejam mulheres - numa nova política para humanizar a atuação da polícia.
Se é verdade o que dizem, que a ficção sempre se espelha na realidade, pode-se inferir que as coisas nos Estados Unidos não são muito diferentes do que aqui. A diferença fundamental é que as autoridade de lá talvez sejam menos alucinadas do que nossas, pois sabem que se penderem exageradamente a balança para o outro lado (o lado dos marginais) a América do Norte irá virar um Brasil, e com seus 50.000 assassinatos por ano.

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