Friday, October 31, 2008

O politicamente correto

Vivemos a época do politicamente correto. Mas o que é politicamente correto? Quem recebeu o poder de definir o que é politicamente correto? Ser politicamente correto é politicamente correto? Fora a visível brincadeira, considero o politicamente correto, incorreto. Transparece como uma forma de censura não oficial, sem face, uma maneira de afirmar o que pode ou não ser dito, o que pode ou não ser discutido.

O politicamente correto coloca certos assuntos acima de qualquer discussão. Se são assuntos politicamente corretos, então não há a opção da contradição, da discordância, ou você concorda com a censura oficiosa que vem com o politicamente correto ou então... arque com as conseqüências (quais mesmo?) - sempre existe um tom de ameça sobre o descumprimento daquilo que é politicamente correto.

Quem pode colocar qualquer assunto acima de qualquer discussão? Se a liberdade de expressão não admite assuntos intocáveis, como pode a liberdade conviver com o conceito de politicamente correto? Na verdade o politicamente correto é uma ditadura do pensamento, uma corrente que retira a liberdade de qualquer de pensar e de se expressar de acordo com a sua consciência.

O politicamente correto é um "big brother", um grande irmão invisível a fiscalizar a sociedade...

Friday, October 24, 2008

Audiência qualificada

Por que será que as pessoas se consideram acima da inteligência média das pessoas? Em outras palavras, por que essas pessoas acham que podem subestimar a inteligência alheia? Acompanho o trabalho do radialista Alexandre Fetter e sua turma no Pretinho Básico da Atlântida - FM.

Até admiro o trabalho do Fetter, acho-o um cara centrado, moderado, e que procura, na medida do possível transmitir mensagens positivas para a gurizada. Mas, - e sempre tem uma conjunção adversativa no caminho! - faço algumas ressalvas (mas quem é perfeito?) ao seu trabalho.

Talvez nem tudo seja da responsabilidade do Fetter, confesso que não sei até que ponto ele tem influência nas decisões da área comercial da emissora. Mas é possível sentir nitidamente o famoso "jabá" funcionando na programação da emissora. Fica chato recomendar Claudio e Vanessa e depois se referir à audiência da rádio como "qualificada" - isso só para dar um exemplo.

Todo mundo precisa de dinheiro, mas há que se ter um limite ético para tudo. Se o pessoal resolveu vender a sua alma ao diabo, tubo bem!, cada um com a sua consciência. Mas que assumam o fato e parem de ficar inflando o ego de uma audiência que, se for realmente qualificada como afirmam, fará bom uso do dial ou do botão off do rádio.