Para os continuistas de qualquer cor ou matiz eu digo: não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe. Ninguém possui o dom da imortalidade, mais dia, menos dia, a senhora com a foice tem um encontro marcado com os continuistas.
Nada melhor do que isso para a democracia. Eu sou daqueles que entendem que as mudanças no poder são salutares para todos, acredito no sangue novo, nos novos ares, na renovação. Os continuismos tem trazido mais maldades do que benefícios aos países que sofrem com a falta de renovação no poder.
Como dizem, o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente. Chega um ponto em que o governante começa a confundir as coisas, não há mais distinção entre o pessoal e o poder. O poder se afasta do povo e começa a emanar do governo e para o governo. Falar em desejo soberano do povo em governos em que a imprensa e a opinião é manipulada pelo estado é sofismar.
Não me importa se o continuista é Uribe, Chávez ou Lula, se é de esquerda, de centro ou de direita. Detesto todos os que se arvoram em deuses, achar-se insubstituível é o primeiro sintoma de quem sofre de alguma perturbação grave na personalidade, algum sintoma de demência mental.
