Thursday, February 28, 2008

Educar é a solução?

Nossos sábios costumam afirmar que a criminalidade se combate com educação. Eu sempre achei que a educação - e de boa qualidade! - fosse a forma adequada de combater o analfabetismo - inclusive um dos piores, o político. Se a sábia tese fosse procedente, seria lógico afirmar a inexistência de crimes praticados por educados.

Como justificar os crimes do chamado colarinho branco? Há poucos dias assistimoa ao brutal atropelamento de um funcionário de um posto de gasolina; o autor do delito, um universitário do curso de direito, que depois do atropelamento continuou acelerando o carro sob o corpo da vítima por mais de um minuto. Um universitário! Supõe tratar-se de pessoa educada, ou um curso universitário incompleto é pouco para blindar alguém da prática de um crime?

É preciso diferenciar educação do regramento para vida em sociedade. São coisas diversas - e importantes - que atuam em campos igualmente diversos, ser educado, por si só, não fornece atestado de conduta apropriada para o convívio social. Para normatizar o convívio é que existem leis, a única forma de garantir a inexistência de crime sem castigo e garantia de um convívio civilizado.

Wednesday, February 13, 2008

A Perder De Vista

Uma das vantagens das economias estáveis é a possibilidade de se financiar o consumo dos bens de maior valor. Este é um efeito desejável na economia, significa que os tempos de inflação nas alturas já passaram, embora eu entenda que não houve propriamente uma cura no nosso processo inflacionário, mas um paliativo forte.

O estado brasileiro - leia-se nossos governantes - continua sendo um péssimo administrador da coisa4 pública. Empreguismo, desvio de verbas fruto da má aplicação e de um controle pífio, confusão entre o ente governo e a situação são apenas alguns dos nossos eternos males, e que ainda não foram sanados.

Esse descontrole estatal gera constantes deficits nas contas públicas, com conseqüentes juros altos no financiamento da divida, taxas que os bancos transferem para os consumidores. O financiamento da dívida exige maior arrecadação de impostos com o encarecimento dos produtos no mercado interno.

Com salários arrochados e produtos caros, o que se vê são bens que, em tese, deveriam ser vendidos a vista, sendo vendidos em parcelas. Os bens de maior valor, exemplo dos automóveis - ruins e caros! - sendo vendidos com prazos "a perder de vista".